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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Talvez tu e eu - parte 13

6 comentários:
Mais um pedaço da história. Espero que gostem :)

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Tinham-se passado cinco dias desde o nosso momento no alpendre. Nada estava oficializado mas tínhamo-nos encontrado algumas vezes desde então.
Eu estava deitada na cama. A noite já ia longa, contudo o sono ainda não tivera chegado. Entre voltas na cama, ouço um barulho vindo do piso de baixo. Muito provavelmente, apenas quem estivesse acordado o ouviria porque mal tinha dado por ele. Apressei-me a descer as escadas procurando saber o que se passava.

Eu - Que estás aqui a fazer a estas horas? - perguntei-lhe espreitando pela pequena janela da porta.
Pedro - Posso entrar? - disse com um ar inocente. - Abri-lhe a porta - Não é assim tão tarde.
Eu - Para ti. Mas os meus tios deitam-se cedo. Tens sorte que ainda não tinha adormecido.
P - Pois tenho... - agarrou-me a cintura puxando-me para si.

Rejeitei o seu gesto para marcar a minha posição.

Eu - E então...
P - E então que apetecia-me ver-te.

Ele pegou-me nas minhas mãos ao de leve. Dei-lhe um pequeno beijo nos lábios em resposta.

P - ...e beijar-te.

Estávamos na cozinha. Eu a fazer chocolate quente para os dois enquanto ele mantinha a conversa.

P - Acho que podíamos tornar oficial. Sabes dizê-lo em voz alta.

Mexi o chocolate mais um pouco antes de responder - Que queres dizer com isso exactamente?

Ele clareou a garganta como quem estava prestes a fazer um anúncio de extrema importância.

P - Vé, dás-me o enorme prazer de ser minha namorada? - com um toque demasiado formal na voz

Fingi ponderar sobre a sua questão - Claro. 

Aproximámos-nos e as nossas bocas encontraram-se com um pequeno esgar de contentamento. 

Pegámos nas nossas canecas e, sentados no sofá, passámos o resto da noite juntos entre beijos, conversa e demonstrações de afecto.

sábado, 1 de setembro de 2012

Talvez tu e eu - parte 12

6 comentários:
Esperando que ainda se recordem da história, aqui está o capítulo seguinte. Para quaisquer dúvidas existenciais, basta consultar o separador 'Histórias'.

Caminhava calmamente completamente mergulhada nos meus pensamentos. De relance, vejo o Pedro sair da loja lá ao fundo.
Acelerei o passo para poder alcançá-lo. Assim que me encontrava perto dele, dei-lhe um toque ao de leve no ombro seguido de um 'olá'.

Pedro - Olá. - retribuiu-me enquanto se virava para mim - Que fazes por aqui?

Ele retornou a andar num passo lento e eu estava agora a acompanhá-lo.

Eu - Vim dar uma volta.
P - Fazes bem.
Eu - Mas ainda bem que te encontro porque precisava de falar contigo.
P - Sobre o quê?
Eu - Bem é assim: os meus tios vão organizar esta espécie de jantar lá em casa com uma data de amigos deles. - comecei
P - Sim...
Eu - A questão é que eu vou lá estar perfeitamente sozinha.
P - E a Catarina? - perguntou
Eu - Pois ela abandonou-me à última da hora. - informei-o com um ar descontente
P - Deixa-me adivinhar...queres que eu vá?
Eu - Era mais ou menos isso, sim.
P - Parece que a situação se inverteu. Quem é que está a fazer propostas agora? - um sorriso instalou-se-lhe no rosto.

Ri-me pela sua associação ao que eu tivera dito anteriormente.

P - Sabes que nem vou tentar fingir que não quero ir. Quando é isso acontece?
Eu - Hoje à noite.

Denotei-lhe uma expressão de surpresa.

Eu - É um pouco em cima da hora. Compreendo se não poderes.
P - Lá estarei.

Quando dei por mim, estava abraçada fortemente a ele. Rapidamente me soltei, embaraçada.

Eu - Obrigada.

(...)

Em casa:

Estávamos sentados no alpendre contrário à casa, refugiados de toda a confusão que acontecia dentro de casa. Cada um na sua espreguiçadeira olhando as estrelas.

Eu - Ainda bem que vieste. Por esta altura já me tinha enfiado no quarto.
P - Aproveito qualquer oportunidade para estar contigo. Não ia recusar esta.

Demorei algum tempo a responder.

Eu - Qualquer outra pessoa já tinha desistido, sabes?
P - Estás a falar de quê?
Eu - De mim. Já tinha desistido de mim. Tu és...diferente de todos os outros rapazes que conheci.
P - Espero que seja uma coisa boa.
Eu - Só não queria que ficasses a pensar que estou a brincar com os teus sentimentos. A aproveitar-me.

Ele levantou-se e mudou de lugar para a minha espreguiçadeira.

P - E não penso Vé. Já me explicaste as tuas razões.

Eu - É que temo sair magoada disto tudo. Sabes, quando tivesse que voltar. - expliquei-me
Ele virou-me para si. - A última coisa que quero é magoar-te - Os seus lábios tocaram os meus prendendo-me num beijo curto mas intenso.

Olhei os olhos dele e soltei um pequeno sorriso ao deparar-me com um azul ainda mais profundo do que o habitual.
Deitados sob o céu estrelado permanecemos calados, apenas com a música ambiente oriunda do interior da casa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Talvez tu e eu - parte 11

6 comentários:
Esta história tem recebido, para meu espanto, um feedback bastante positivo. Dá-me gosto continuar a escrevê-la assim. Aqui está mais um capítulo.
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A Catarina de tanto ter insistido, tinha conseguido convencer-me a ir ver os rapazes no surf. Estava com vontade de ir. Talvez a insistência da minha prima não fosse a única razão porque lá estaria.

Na praia:

Catarina - Estás a ver aquele ali da esquerda é que é o tal Raul. E o do meio é o Filipe. Mas já os vais conhecer a seguir.

A Leonor estava sentada junto a mim e da Catarina. De vez em quanto, pairava um comentário dela no ar. Mas mantinha a conversa exclusiva para a Catarina. Já a Ana, estava de pé, obviamente entusiasmada, a gritar palavras de apoio ao namorado Raul.

Eles vinham agora na nossa direcção com as pranchas na mão. Vi a Ana de relance a correr para os braços do Raul. Quando dei conta, o Pedro estava perto de mim. Deu-me um beijo rápido na bochecha antes de se sentar na areia.

Pedro - Então gostaste de me ver surfar?

Antes que tivesse tempo para responder seja o que fosse a Catarina interveio.

C - Estou a ver que já recuperaram a 'chama'. - ainda não tinha tido a conversa acerca do passeio de barco com ela. Esperava pela altura ideal.

Eu - Nada parva tu. - limitei-me a ripostar

O olhar do Pedro estava pregado em frente nas ondas, contudo consegui denotar-lhe um pequeno sorriso no rosto que manifestava em resposta.

C - Raul, Filipe esta é a minha prima Vera. Vera estes são o Raul e o Filipe.
Eu - Prazer. - acenaram os dois - Do Raul já tinha ouvido falar através da Ana, o Filipe é que não.

(...)

Em casa: 

C - E como é que ainda não me tinhas contado uma coisa dessas? - perguntava-me surpresa
Eu - Não tinha calhado. - desculpei-me
C - Mas digo-te que foi um pormenor deveras importante prima.
Eu - Não comentes com ninguém então.
C - Porquê? Ainda não oficializaram?
Eu - Eu contei-te tudo o que aconteceu, ou seja, não há nada para oficializar.
C - Eu sei. Estou a só a picar-te. Sabes que gosto da ideia.
Eu - De quê?
C - De vos ver juntos. - respondeu-me

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Talvez tu e eu - parte 10

7 comentários:
A pedido de muita gente, aqui está a continuação da última parte.
  Eu - Vais-me obrigar a remar?
Pedro - Estava a pensar nisso, sim.

A minha cara preocupada fê-lo soltar uma gargalhada. Entrou no barco e estendeu-me a mão para me ajudar a subir.

Estendi o braço e, de seguida, a minha mão foi agarrada com firmeza e ele puxou-me.

Eu - Ainda bem que o mar está calmo hoje. Senão...
P - Senão o quê? Eu estou aqui. - interrompendo-me
Eu - Eu sei. - respondi com receio
P - Vá, prometo que não vamos muito longe mas se queres, pelo menos, sair da areia temos que remar um bocado.
Eu - Estou a começar seriamente a pensar se um almoço normal, com mesa e cadeiras, não seria uma melhor opção.
P - Ainda te vais surpreender. Vai por mim.

O mar estava realmente calmo. O sol deixava grandes reflexos que se evidenciavam na água cristalina.

Demos uso aos remos até chegarmos a um sítio que ambos achámos razoável.

P - Vamos comer?
Eu - Fome não me falta.
P - Ainda bem porque eu vim bem preparado. - disse-me enquanto retirava a comida que se encontrava na mala.
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Terminámos o almoço e já só estávamos os dois recostados enquanto o barco baloiçava levemente à deriva.

P - Porque é que já não falamos da mesma forma?
Eu - Não sei. Talvez porque crescemos?
P - Isso não mudou nada para mim.

Aquela resposta fêz-me olhar subitamente para ele.

P - Será que não há aí uma remota hipótese de me veres de maneira diferente?
Eu - Não comeces.
P - Tudo bem. Queres mudar de assunto? Queres falar sobre o tempo, partilhar receitas? Nada disso muda o facto de evitares este assunto a todo o custo.
Eu - Provavelmente isto não foi a melhor ideia.

Nesse momento, abandonei a minha posição anterior, ficando apenas sentada.

P - Espera. Olha desculpa Vé. Estou a ser idiota. Quando te convidei para almoçar não era para discutir-mos.
Eu - Eu sei que não foi intencional. Na verdade, talvez estejas certo.

Ele pareceu surpreendido.

Eu - Reconheço que me sinto de maneira diferente quando estou contigo agora. Só que ainda não percebi o que isso significa.
P -  Eu sei o que significa para mim.
Eu - Por certo, ainda te lembras que volto para casa no final do Verão, Pedro.
P - Não escolhi sentir-me assim, mas acredita que se pudesse escolhia-te na mesma.
Eu - Já não sei o que te diga mais.
P - Podemos dar uma hipótese? Tentar descobrir o que nós temos.

Passou a sua mão pelo meu cabelo num gesto demorado.

Eu - Porque é que sinto que estás constantemente a fazer-me propostas?
P - Será que ouvi um sim? Sim, isso pareceu-me um sim.

E sorriu.

sábado, 21 de julho de 2012

Talvez tu e eu - parte 9

5 comentários:
Estou de férias neste momento mas deixei-vos aqui mais um capítulo.



Decidi-me a ficar pela loja e dar-lhe uma ajuda com os livros. Assim que terminámos ele ofereceu-me boleia para casa e eu aceitei prontamente.

No carro:

Eu - E, pronto, agora é só virar ali...
Pedro - Vé! Podes parar de me dar indicações? Não é como se eu não soubesse onde moras...
Eu - Desculpa. Tinha-me esquecido.
P - Então, amanhã venho buscar-te?
Eu - Não é preciso. Eu vou lá ter ao bar.
P - A sério?
Eu - Sim. 

Finalmente tínhamos chegado e ele parou o carro à frente da entrada.

Eu - Então até amanhã.

Ele acenou-me em forma de despedida enquanto exprimia aquele seu sorriso. Abri o porta-bagagens, tirei a bicicleta e caminhei até casa.

(...)

No bar:

Assim que entrei no bar, avistei-o de costas, ao balcão. Mantinha uma conversa animada com um rapaz que lá trabalhava.
Entretanto, o rapaz deixou de falar quando me viu e, consequentemente, fez um gesto na minha direcção para o Pedro.
Avancei.

Eu - Aqui estou eu.
P - Boa. Mas não vamos almoçar aqui. Estava a pensar numa coisa diferente.
Eu - O que é que estás a aprontar Pedro? - perguntei curiosa
P - Já vais ver.

O Pedro pegou numa mala e pô-la às costas. Pediu-me que o seguisse e assim fomos em direcção à praia.

Eu - Muito bem, a praia. Agora, o que é que estamos aqui a fazer?
P - Vamos fazer um passeio de barco. Partir à aventura! - disse a sorrir
Eu - De barco?
P - Sim, é de um amigo meu. E, visto que aceitaste, tinha de ser alguma coisa especial.

Respirei fundo, pronta para confiar nele.

Eu - Vamos a isso então.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Talvez tu e eu - parte 8

6 comentários:

E aqui vai a continuação da história.

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Tinha acabado de sair do bar. Precisava de ir à loja dos meus tios mas não me apetecia conduzir e, como a distância não justificava, fui a casa buscar a bicicleta da Catarina. Dirigi durante alguns minutos enquanto aproveitava para rever a vila.

Na loja:

Bati mas ninguém respondia. Receava que estivesse fechada mas rodei a maçaneta e abri-a fazendo soar o sino de entrada. Aquele sino que ali estava desde que me lembrava.

Eu - Tio? Tia? - perguntava vagamente enquanto entrava na loja.

De repente, surge um rapaz ao balcão.

Ele - Estamos fechad...Vera!
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E era o Pedro.

Eu - Pedro! Pensava que fosses surfar...

Aquilo não podia estar mesmo a acontecer.

Pedro - Ya. Quer dizer, não deu. Prometi à tua tia que dava uma ajuda com as encomendas de uns livros.
Eu - É simpático da tua parte.

Ele sorriu.

P- Então porque é que não foste com eles? Nunca foste envergonhada...

Disse enquanto remexia na pilha de livros que tomava lugar em cima do balcão.

Eu - Está descansado que não fiquei. Só precisava de falar com os meus tios.

Ao que parecia, ele não tencionava mencionar nada sobre o que tinha acontecido na noite anterior. E eu ficava aliviada.

P - Sabes, eu acho que precisamos de tempo para falar. Tenho saudades de falar contigo.
Eu - Talvez não seja boa ideia...
P - Que tal num almoço? - disse interrompendo-me
Eu - Pedro...
P - Apenas dois amigos a almoçar. Nada de mais. E a comida claro.

Não consegui conter o riso.
Ele pôs uma expressão de súplica no rosto e os seus olhos azuis olhavam os meus claramente à espera de uma confirmação.

Eu - Um almoço. E é só.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Talvez tu e eu - parte 7

4 comentários:
E a história continua.
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Na esplanada do bar:

Eu - Mas afinal onde é que elas andam?
Catarina - Devem estar mesmo a chegar.
Eu - A Leonor também vem?

Entre incessantes olhares em direcção à porta, respondeu:

C - Em princípio...e a Ana. Mas porquê? 
Eu - Não sei, fiquei com a ligeira impressão que ela não gosta assim muito de mim.
C - É provável. Estiveste com o Pedro a noite toda...
Eu - Mas...ela está interessada nele é isso? - disse ignorando a última a parte

Aquela probabilidade estava a mexer com os meus nervos. Não tinha a certeza porquê.

C - Ela nunca o disse directamente mas digamos que não é conhecida pela sua subtileza.

Não pude deixar de me rir.
E então que chegam a Ana e a Leonor. A Ana cumprimentou-nos às duas com dois beijos enquanto a Leonor limitou-se a um pequeno aceno. Sentaram-se.

Ana - Que tal se fizéssemos uma surpresa aos rapazes e aparecer na praia? Eles fazem surf hoje à tarde.
C -  Tu? A ver surf? - disse trocista
A - Pronto, está bem... Eu prometi ao Raul e não me apetece mesmo nada ir sozinha. Vão me fazer companhia?
C - O que é que tu fazias sem nós?

A Leonor sorria. Obviamente estava ansiosa por ir.

Eu - Eu vou passar meninas. Aliás tenho de ir andando.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 6

3 comentários:
Para os curiosos, mais um capítulo da história.


 Os meus olhos estavam postos nos dele e as nossas bocas quase se tocavam quando eu caí na realidade. Ouvia alguém a chamar por nós.

Eu - Nós devíamos voltar. Já andam à nossa procura. - disse intervindo

Ele clareou a garganta e respondeu:

Pedro - Pois, tens razão. Eles devem querer ir andando.

Ajudou-me a levantar e permanecemos calados todo o caminho de volta para o bar.

(...)

Em casa:
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 Eu - Desculpa Catarina mas acho que me vou deitar. Estou mesmo cansada.
Catarina - Vai lá. Também já devo ir.
Eu - Bem, ate amanhã então.
C -  Ah! É verdade! Espera aí.
Eu - O que é que foi?
C - Onde é que andaste durante a festa? Só te vi no início...depois perdi-te.
Eu - Fui dar uma volta à praia.

Ela pôs um ar desconfiado na cara, aquele típico dela.

C - Por acaso o Pedro não estava contigo?
Eu - Por que é que perguntas?
C - Estava ou não?

Não conseguia mentir. E porque o devia fazer? Não tinha acontecido nada.

Eu - Sim, estava.
C - Fizeram bem... - sorriu
Eu - Adeus Catarina.

Subi para o quarto para poder fugir à conversa. Esperava que a minha prima desistisse, o que era pouco provável. Ela era do mais insistente que poderia existir. Entretanto, já deitada, pensava naquele passeio pela praia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 5

4 comentários:
 Nem mesmo quando lá chegámos ele me largou a mão. Começámos a caminhar junto ao mar que espelhava a lua no céu.

Pedro - Está como te lembravas?
Eu - Está linda como sempre. - suspirei - Não sabes à quanto tempo queria aqui voltar. Mas nunca pude, com a escola e tudo.
P - Agora é que vai ser, Vé! Faculdade...

Ri-me.

P - Que foi?
Eu - Nada nada. É que já ninguém me chamava isso à algum tempo.
P - Claro. Essa alcunha era exclusiva para mim.
Eu - Ai é? Então temos que continuar a tradição.

Continuámos a conversar até que lhe surge uma ideia.

P - E que tal se dançássemos?

Torci o nariz. Era péssima a dançar.

Eu - Desde quando é que danças Pedro? - disse trocista
P - Ficas a saber que melhorei muito desde os 14.

Estava a achar adorável a maneira de ele defender as suas capacidades como dançarino e acabei por aceitar. A outra mão dele agarrou-me na cintura e começámos a baloiçar ao som da música calma vinda do bar.

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P - Sabes, eu nunca me esqueci de ti...nem quando foste embora.
Eu - Eu também não. Eu guardo sempre os meus amigos no coração.

Sabia que não era o que ele queria dizer.

P - Tens que admitir que não me reconheceste logo.
Eu - Apanhaste-me desprevenida! E tu mudaste imenso...
P - Bem, tu continuas linda.

 Parei por momentos.

Eu - O que é que disseste?
P - ...disse que estás linda.

Senti o coração a bater mais forte. De repente,  tropeço numa pedra enterrada na areia.
Caí e ele, instintivamente, veio ajudar-me. Quando dei conta tinha-mos a cara tão perto um do outro.

domingo, 17 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 4

6 comentários:
 E como tenho adorado isto de escrever uma história aqui vai outro capítulo.

Estava a remexer na minha mala demasiado pequena quando a Catarina rompe pela porta do quarto.

Catarina - Mas já estás despachada ou não? A festa não espera por nós.
Eu - Está bem. Não me pressiones que eu já desço.

Ela desceu as escadas enquanto gritava um último "despacha-te". Eu, depois de tanto procurar, optei por um vestido.

(...)
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C - Isto está ao rubro! Olha elas estão ali! - disse puxando-me.

C - Estas são a Leonor e a Ana. Meninas esta é a minha prima Vera.

Ana - Finalmente conheço a Vera de quem a Catarina andava a falar.

Eu - ( ri-me) Espero que bem.  Prazer em conhecê-las.

A Leonor ia começar a dizer qualquer coisa mas desistiu assim que avistou o Pedro. Já não tirando os olhos de cima dele. Ele caminhava na nossa direcção. E eu olhava.

Pedro - Então meninas está brutal não? Ainda bem que vieste Vera.
Eu - Está mesmo um máximo.

Todos foram buscar bebidas, ficando eu sozinha com ele. Elas deviam ter feito de propósito. Pelo menos a Catarina e a Ana. Já a Leonor não parecia muito feliz e insistia em olhar para nós.

P - E que tal se fôssemos ver a praia? Disseste que tinhas saudades.

Não estava nada à espera daquilo.

Eu - De certeza que queres abandonar a festa? Eu não me importo de vê-la noutro dia.

Ele olhou por cima do ombro para verificar que elas não nos estavam a vigiar, agarrou-me na mão e disse:

P - Claro que não. Anda.
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Olhei para a mão dele entrelaçada na minha e sorri interiormente. Deixei-o conduzir-me.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 3

2 comentários:
Aqui está mais um capítulo da história.

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Só o cheiro da comida da minha tia para me acordar tão cedo. Estava exausta da viagem mas também tinha fome. Agarrei no roupão e desci as escadas perseguindo aquele aroma.
Pois tal foi a minha surpresa quando lá cheguei e vi o Pedro sentado à mesa a falar com a Catarina. Por impulso, escondi-me para evitar que ele me visse. Mas o que é que estava a fazer?! Parecia uma criança. Respirei fundo, saí do meu esconderijo e caminhei em direcção a ele eles tentando parecer normal.

Eu - Bom-dia a todos. Ah! Olá Pedro. - tentava disfarçar.

Ele olhou para mim e disse-me o mesmo.

Eu- Bem, tia isto está com um aspecto delicioso.

Tia- Dá-me cá um beijo Vera. Desculpa não ter estado cá ontem para te receber mas tive que trabalhar. Agora senta-te e come qualquer coisa. Deves estar esfomeada.

Sentei-me ao lado da Catarina e peguei numa panqueca.

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Tia - Soube que já tinhas falado com o Pedro.

Já sabia o motivo da presença dele. A Catarina tinha mencionado qualquer coisa de ele ajudar os meus tios na loja de vez em quando. Era uma loja de artigos usados. E ele também era amigo da família desde sempre.

Catarina - Sim. Ele fez questão de estar aqui para a receber.

O Pedro  lançou-lhe um olhar repreendedor e eu começando a sentir as bochechas quentes, baixei a cabeça e concentrei-me na comida.

(...)

Tinha terminado o pequeno-almoço quando o Pedro começou a falar.

Pedro- Hoje à noite vai haver uma festa no bar da praia aqui da vila. É para comemorar o início das férias. Pensei que talvez quisesses ir Vera. Tu e a Catarina, claro.

C- Eu alinho. E tu Vera? Tens mesmo que vir. Precisas de te divertir e tens muita gente para conhecer.

Realmente, não me ocorria nenhuma maneira de escapar.

Eu - Sim, talvez vá. Ainda não tive a oportunidade de ir dar um salto à praia.
P - Eu ia gostar.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 2

6 comentários:
Não estava à espera de tantos comentários logo no primeiro capítulo da minha história por isso aqui está a continuação.

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Estava definitivamente à demasiado tempo especada à entrada por isso adiantei-me e disse-lhe um mero olá.

Ele - Estás bem Vera?
Eu - Estou, obrigada.

Isto estava a ficar embaraçoso.
Ele tinha uma expressão no rosto como de quem está à espera de uma reacção. E finalmente perguntou:

Ele- Já não te lembras de mim pois não?
Eu- Claro que me lembro Pedro. Como é que eu podia esquecer-me de ti?

A última parte soou algo esquisita mas esperei que ele não reparasse. No entanto, ele sorriu e não pude deixar de sorrir de volta.

(...)

A Catarina levou-me para o meu antigo quarto. Sentou-se com um salto na cama. Deduzi por aquele olhar que não viria coisa boa.

C - "Como é que eu podia esquecer-me de ti?" Claro que não ias! E ele também não...
Eu - Até parece. Não comeces a fazer os teus filmes. Ele estava só a ser simpático.
C - O meu "filme"- fazendo umas aspas com os dedos -  estava estampado na cara dele.
Eu - Nós tínhamos para aí uns 13 anos e sempre fomos só amigos.
C-  E então? Agora têm 18. Eu bem sei como ele ficou depois de partires.
Eu - Então também saberás que não me fui embora por pura e livre vontade.

Ela acabou por desistir e revezou-se a mudar de assunto. Mas algo me dizia que a conversa não terminava ali.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Talvez tu e eu - parte 1

8 comentários:
Com o início das férias tão perto, surgiu-me a ideia de criar uma história. A minha primeira história. A sua continuação vai depender da vossa reacção.

Em casa:
 A conversa com a minha mãe estava a ir para o lado das lágrimas por isso apressei-me e dei-lhe um último abraço apertado. Acenei ao longe ao Paulo, o meu padrasto.Estava na minha hora e, afinal, não seria mais que um Verão. Além disso, os meus tios iam ficar radiantes por me voltar a ver. 

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(...)

Casa dos meus tios:
Mal toquei à campainha apareceu à porta a minha prima Catarina com um ar ansioso.

Catarina - Oh não acredito! És mesmo tu! 
Eu - Sim, a Vera em pessoa.
Avancei para a abraçar. 

C - Pensei que nunca mais cá vinhas. Desde que...Já não te via há anos!
Eu - Bem, mas agora aqui estou eu. E então os tios?...Tio!
Tio - Estávamos à tua espera minha querida. Sabes que és sempre bem-vinda não sabes? 
Eu - Sim...sei - disse reticente.
Tio - Para além disso, temos aqui outra pessoa que também ansiava por te ver.

Com isto, o meu tio envolveu-me nos seus braços  para me conduzir a casa enquanto a Catarina me ajudava com as malas. Vi a figura de um rapaz sentado num dos cadeirões já antigos. Não tardou a levantar-se quando nos viu. Mas, não era um rapaz qualquer. Era muito giro com o seu cabelo castanho claro e, os seus olhos. Os seus olhos eram de um azul profundo. Eram incapazes de passar despercebidos.

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No momento em que ele se aproximou, eu percebi que conhecia aquele rapaz.

Manifestem as vossas opiniões. Devo continuar?