Fiquei hoje a saber da modesta feira de livros montada na minha zona. O meu pai, não me conhecesse ele como me conhece, lembrou-se imediatamente de mim e já prometeu levar-me amanhã para lá ir dar um pulinho e cultivar o meu gosto.
Vou pegar na toalha que repousa sobre uma cadeira na varanda a secar, vestir um bikini e faço o meu caminho para a praia mais próxima. Apetece-me sugar por cada um dos meus poros toda a vitamina D que conseguir e vou fazê-lo com a bela companhia da minha mãe e da minha avó o que é extremamente agradável.
O meu espírito pede uma tarde sossegada com um filme alugado do clube a dar na televisão enquanto petisco uma qualquer coisa doce. Bem sei que não é o ideal para fazer justiça a um dia bonito e de sol expansivamente aberto mas é o que mais preciso agora.
Mais que uma alegria para mim, é razão para suspirar por ter novamente música que viaje comigo num Ipod, istodepois do velho me ter abandonado na minha solidão silenciosa durante meses a fio. Na praia a ler um livro ou no carro numa viagem longa posso estar envolta na minha música como tão bem gosto de estar.
Esta manhã chegou-me às mãos, pelo carteiro, o livro Cinder escrito por Marissa Meyer que integrava a minha lista de aquisições que queria muito fazer até ao final deste ano. Após o ter esperado ao longo de semanas, tenho-o e, só por dizer, o meu entusiasmo por ele disparou em grandes escalas assim que lhe avistei a capa, linda que só ela.
Muito possivelmente teria sido uma lista organizada por uma Tinkie de pouca idade na sua fase mais fantasista. Sem certezas de que esta tenha já terminado. Diria antes adormecida.
Mais uma tarde em que vou aproveitar a praia. Vou levar comigo, ao nível de leituras, um livro que não representa qualquer novidade para muita gente mas que, de ano para ano, me tem sido intensamente sugerido pelo meu amigo M. ( uma espécie de intervenção ) que é indiscutivelmente um fã de Dan Brown e do seu trabalho com O Código Da Vinci.
Pelo que ele me tem vindo a dizer, o livro é um autêntico gancho que nos prende em suspense até ao final. Hoje vou tirar as teimas.
A falta começa a fazer-se sentir pelas conversas animadas, os desabafos ou pelo partilhar das novidades que se acumulam em pilha à medida que continuamos a não nos reunirmos todos. Afastados como estamos agora e cada um com algo para fazer, resta-me esperar pela próxima semana que marca a nossa saída.